Audiência Pública em Altônia sobre fracking e suas consequências.

Por: Lucio Flavio em 23/06/2016 às 00:47 
Pascom - Pastoral da Comunicação
Nome: Audiência Pública em Altônia sobre fracking e suas consequências. 

 

A população de Altônia foi convidada através da igreja católica, evangélica e mobilização por parte da Prefeitura Municipal, para a Audiência Publica que faz-se necessária em cumprimento da lei orgânica Municipal, artigos 160 e 165, com o objetivo de deixar a população informada sobre os riscos ambientais, econômicos e sociais do fraturamento hidráulico, tecnologia minerária altamente poluente para exploração de gás de xisto (shale gas).

A paroquia de Altônia teve como representante, o pároco Pe. Natalino Davanso e vários representantes das comunidades e movimentos.

Estavam presentes também o prefeito Amarildo Ribeiro Novato, vice prefeito Odenilson  Rossano, os vereadores e outras autoridades, como representantes da 350.org Brasil.

A audiência pública foi realizada no Centro Cultural Nelson Cadari na noite de ontem (22), pelo diretor da Cáritas Diocesana e Regional, Reginaldo Urbano Argentino, que explicou oque é fracking.

Fracking nada mais é que a extração do "shale gas" (gás de xisto) que ocorre por meio de uma técnica de fraturamento hidráulico de rochas subterrâneas, com utilização de água, areia e produtos químicos. A técnica consiste na perfuração do solo, por meio de uma tubulação, onde são injetados de 7 a 15 milhões de litros de água e mais de 600 tipos de produtos químicos (inclusive substâncias cancerígenas).

 

A grande quantidade de água é usada para explosão das rochas, e os químicos para mantê-las abertas para a passagem do gás. Além da alta contaminação subterrânea, cerca de 15% da água poluída com os resíduos tóxicos retornam à superfície, sendo armazenada em piscinões a céu aberto.

 

Em seguida foi aberto para perguntas e debates dentre elas algumas que merecem destaques, foram alguns questionamento como de Paulo Bagão que disse ser importante ouvir os dois lados, e também ao invés de uma audiência publica, por que não uma consulta publica?

Na sequencia a palavra foi solicitada por uma jovem presente, apresentada por Dayane que colocou muito bem dizendo que não gostaria de ouvir o outro lado, pois certamente o outro lado vai falar sobre o lado bom que e o dinheiro, e depois de tudo que vimos aqui, continua Dayane, muito bem colocado por Reginaldo, não queremos ver nossos entrequeridos como pai, mãe, filhos ou qualquer outra pessoa com câncer ou no caixão, isso não tem dinheiro que paga, portanto, por que ouviríamos?

Reginaldo respondeu este questionamento com as palavras de Dayane.

Outros questionamento também o de Vilton Nere que disse em relação a legislação: por que ao invés de uma lei municipal não parte de cima com uma lei estadual? E Reginaldo mais uma vez colocando muito bem disse: devemos voltar para os deputados que elegemos e exigir deles que nos represente na Câmara Legislativa com a criação dessa lei.

Na sequencia o prefeito Amarildo Novato apresentou a Minuta da Lei que será encaminhado para a Câmara Municipal amanhã (23) para ser aprovada pelos vereadores de Altônia.

Em primeira mão estamos livres em nosso Município da extração agressiva do fracking, gás de xisto, considerado o gás da morte.

 

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