Saiba o que fazer para ter uma família unida e feliz

Por Lucio Flavio - Colunista site Oficial - Paroquia Sao Sebastiao de Altonia.

Qualidade da educação oferecida aos filhos é fundamental para a construção de uma família bem estruturada

 

Todo casal que decide viver junto e ter filhos almeja dar-lhes a melhor educação e construir uma estrutura familiar unida e feliz. Mas o que exatamente isso significa? Segundo a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, de São Paulo, uma família unida não precisa ser necessariamente aquela dos comerciais de margarina, em que todos parecem sempre felizes ao se reunirem diariamente na mesa do café da manhã. 

“A condição de família bem estruturada depende obrigatoriamente da qualidade da educação oferecida aos filhos dentro de casa. Família feliz é aquela que dá condições às crianças de lidar com diversas situações com segurança. Por isso, a presença dos pais na educação é fundamental, porque o filho precisa ser acompanhado, reconhecido e respeitado. Estar junto não significa estar grudado 24 horas por dia com a criança, mas ajudá-la a perceber suas dificuldades e entender o que ela sente”, diz.

Conversar e ouvir o filho não significa deixar de impor limites. Desde cedo, ele deve entender que tem liberdade de escolha para algumas coisas e para outras não, como a hora de dormir, de comer e de escovar os dentes, por exemplo. Por mais que a criança faça birra, esperneie ou grite no momento em que algo lhe for negado, a conversa é sempre o melhor caminho.

“Dizer ‘não’ é ensinar a criança que determinado comportamento não é certo, embora muitas vezes isso possa ser exaustivo. Gritar ou bater na criança só piora a situação. O ideal é os pais dialogarem com o filho para criar uma relação de confiança e de cuidado”, diz. Assim, os momentos difíceis se tornam oportunidades de crescimento para todos.

Modelos familiares
Durante muito tempo, o papel da mãe na família era a da dona de casa, comprometida com os afazeres domésticos e o bem-estar do marido e dos filhos, enquanto o pai trabalhava fora e exercia autoridade dentro de casa. A criança também era vista de forma diferente, como um pequeno adulto que, na maioria das vezes, não era levado a sério. No entanto, as mudanças socioeconômicas e culturais imprimiram um novo conceito de família à sociedade atual.

Nesse novo cenário, não existe um padrão para as representações de paternidade e maternidade. O homem não é mais uma figura autoritária, a mulher concilia seu trabalho com a vida doméstica e, muitas vezes, a casa é dirigida apenas por uma pessoa, no caso de pais solteiros ou separados. Nesse caso, o importante é que os adultos tenham o compromisso com a educação do filho, tarefa que exige amor acima de tudo, conhecimento e grandes doses de paciência.

Um ambiente familiar em que todos se respeitam é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança, que irá fortalecer seus princípios e valores por meio das relações que ela tem com os pais ou responsáveis. “A construção de uma família unida começa pela consciência que os adultos devem ter de que o filho os vê como referência, sempre”, diz Daniella.



Coletânea Editorial
Especial para o Terra